hoje a nossa Susana faz 38 anos. Durante um mês e pouco teremos a mesma idade. Isto não deixa de me surpreender, e olhem que eu conheço a Susana quase há 30 anos!
A verdade é que a Susana é irmã mais nova da Sandra, que foi minha colega de turma durante todo o liceu (já ninguém diz liceu, pois não?) e é uma das amigas que trago sempre no coração. Rebelde, a miúda, típica irmã-do-meio, senhora do seu nariz (empinado) e perita em trocar as voltas a quem lhe quisesse traçar o caminho. Era tão refilona com a irmã (de quem é absolutamente inseparável) que eu às vezes insurgia-me contra ela. Resultado: um dia, à pergunta "então não cumprimentas a Marta", aquela formiguinha-cheia-de-catarro responde "não gosto dela". Irra!
Quanto tinhamos 14, 15 anos, entendemo-nos: a Susana pediu-me emprestadas uma saia e uma camisola pretas e andámos uns bons anos as duas da mesma cor.
Volta e meia, reencontramo-nos. Eu lembro-me sempre dela quando tenho ideias "empreendedoras" e foi com muita alegria que a recebi aqui no Senhoras, que conheci o projecto Speak Porto, que a convidei para escrever na Zankyou Magazine e que assisti ao seu sucesso recente, meteórico, muito merecido.
Muitos parabéns, Susana! Pelos lindos 38 anos (que linda que tu ficas na televisão - e que vestido maravilhoso era aquele?), por seres uma mãe supersónica, uma irmã telepática, uma curiosa insaciável, uma conversadora brilhante e uma grande amiga.
Tenho uma prenda para ti! :) Imagina que veio ter comigo, esta semana, enquanto andava a magicar este post, uma associação para fazer às tuas recentes criações...
Em Madrid, a poucos quilómetros de Portugal, as referências ao nosso país eram quase nulas, tirando este último ano da crise, as muitas noticias sobre José Saramago (porque vivia nasCanárias...) e uma sondagem publicada anualmente nos jornais espanhóis sobre a % da população Portuguesa que achava que Portugal devia fazer parte de Espanha.
Aqui, com o oceano Atlântico por atravessar, as referências a Portugal são constantes e carinhosas "O meu avô era de Portugal, de Bragança..., ", "A minha avó nasceu em Portugal, Figueira da Foz, conhece?", "Tenho família Portuguesa, do lado da minha mãe e do lado do meu pai...."
A distância afinal de contas vale pouco, e o coração e a emoção vale muito ...
Partilho aqui a minha mais recente descoberta musical, a Maria Gadú, com este lindo dueto "A Valsa" com o fadista Marco Rodrigues (obrigada Ceila!!).
Queridas Senhoras, chegada hoje das mini-férias, ainda meio atordoada pela rapidez com que tudo se passa (viagem para Lisboa de manhã, regresso ao trabalho da parte da tarde), quando chego a casa ao final do dia, já a avó Nanda (ainda mais a mil do que eu) tinha ido matar saudades da Alice e do João e deixado um lindo presente de Abril.
Isto é muito típico da minha mãe: aparecer com a prenda mais bonita, mais bem pensada, mais certa para aquela pessoa, ocasião, contexto. Haverá melhor ideia do que oferecer à Alice, agora com 6 vivíssimos e vividos anos, pelos alvores de Abril, o livro que conta às crianças a história da Revolução dos Cravos? Que maravilhoso sentido de oportunidade, Mãe! É claro que contei a história logo esta noite. O João adormeceu a meio, a Alice ficou com algum medo (mas depois adormeceu instantaneamente). Fui intercalando a história do livro com apontamentos das nossas vidas. “Tu já eras nascida, mãe?” Não, eu estava na barriga da avó Nanda, tudo isto aconteceu em Abril e eu nasci em Julho. A tia Cá ainda não existia. A avó Nanda tinha 22 anos, era uma menina mas já trabalhava desde os 17. O avô Nino tinha 33 e já tinha estado na guerra, nesta guerra de que o livro fala. Tinha estado na Guiné, um destes países que naquela altura se chamavam colónias. O avô Gomes e a avó Laura estavam há muitos anos noutro desses países, Angola, viviam e trabalhavam lá. O papá nasceu lá, sabias? E nessa altura tinha dois anos (era como o mano agora). Depois do 25 de Abril é que os avós vieram com o papá e com os tios para Portugal. (Ah, o avô Nino e a avó Nanda conheceram-se no Ávila, essa fábrica mítica que deu nome a uma das estradas mais famosas da Grande Lisboa. A 2ª Circular tem a sua importância mas quem é que nunca ouviu na rádio "trânsito lento nos Cabos d´Ávila"? Tens de pedir à avó que te conte histórias do Ávila). O que é a ditadura? É não podermos falar e dizer e escrever o que pensamos, nos jornais, na televisão, na rua, em todo o lado. O que é a democracia? É quando podemos escolher quem queremos que mande. Lembras-te da avó Nanda falar muitas vezes do Sócrates? Uns gostavam dele, outros não, mas o que importa é que todos podem dizer o que acham, se ele fez bem ou mal, e escolher outros para o lugar dele. Repara bem: naquele tempo ninguém podia falar mal de quem mandava nem ter opinião sobre nada. Hoje toda a gente pode falar à vontade e muitos escrevem, por exemplo, em blogues sobre tudo e mais alguma coisa. A mamã pode ir já escrever sobre isto que estamos a falar agora e publicar num sítio onde qualquer pessoa pode ler. A avó Nanda tinha 22 anos. Era uma menina. A ela nunca lhe fizeram mal. Mas fizeram muito mal a muita gente. Por isso as pessoas tinham medo. O que é a Liberdade? É frágil, como uma flor. E o medo é forte. É por isso que nunca podemos parar de lutar. Beijinhos a todas, Céu
já consegui restabelecer a comunicação com a Mariana! (sim, Mariana, estou a falar de ti e contigo) Já retomámos os nossos encontros via skype, onde podemos ouvir-nos e ver-nos uma à outra, e também via WhatsApp, uma maravilha da técnica que me permite "teclar", gratuitamente, com ela, que está em São Paulo, com a minha colega Sofia, que está em Madrid, ou com qualquer outra pessoa que descarregue esta aplicação para o telemóvel. Fica o aviso, Céu e Susana...
Por causa das minhas recentes conversas com a Mariana, nos últimos dias tenho que andar sempre com papel e caneta. Quando me vou deitar, quando estou à espera de ser atendida no médico, enquanto o almoço aquece no micro-ondas. As nossas conversas são, quase sempre, brain stormings. Eu, que me considero perigosa quando começo a matutar numa ideia, porque atrás dessa vem outra, e outra, e já estou a googlá-la e já estou a desafiar a, b e c para concretizá-la, ontem, depois de desligar o skype, pensei: "A Mariana é pior do que eu!" Aqui, pior, no sentido carinhoso. Como espero que seja o sentido das palavras do Gonçalo quando me diz: "Pára! Respira! És impossível!"
É a questão dos ovos e dos cestos (uma analogia muito adequada à época!) . Na área profissional, cada vez mais faz sentido diversificar os cestos. Para mim sempre fez sentido. Quando me perguntavam o que é que eu queria ser quando fosse grande, eu dizia que queria ser como o Zé (um amigo da família), que conseguia ser escritor, tradutor, jornalista-paginador-e-mais-o-que-houvesse-para-fazer no jornal da nossa terra, arqueólogo e prestigiado académico.
A Mariana é uma cesteira profissional e dá-me corda (ou vime). Assim sendo, queridas senhoras, é com muito prazer que vos anuncio que vêm aí mais cestos (e também vos vai calhar algum vime para entrançar). Brevemente :)
Por agora, estamos todos a preparar-nos para uma pausa. Aqui em Coimbra a proximidade da Páscoa sente-se com muita intensidade, tal como todas as férias escolares: metade da cidade é esvaziada. Nós vamos ficar por cá, temos algum trabalho para pôr em dia - e também não temos, verdade seja dita, grandes tradições associadas a estas datas.
Não quer dizer que não valorize alguns dos aspectos que lhes são intrínsecos, como boa praticante que sou do "Ateísmo 2.0" de Alain de Botton: a reflexão sobre a mensagem original de Jesus Cristo e sobre o conflito Israel-Palestina, as saudades da família, o bolo de azeite do Fundão e as amêndoas de chocolate e canela "Vieira de Castro". Não necessariamente por esta ordem (o bolo de azeite é capaz de ocupar o primeiro lugar, admito).
Por muitas razões: desde logo, porque me obrigaste a vir aqui escrever um post, o que eu te agradeço. Não encontrei outra forma de responder adequadamente ao último texto que nos ofereceste.
Depois, porque cada vez que escreves no Senhoras fazes-me dar graças pelo dia em que me lembrei de vos convidar, a ti e à Susana, para este nosso canto. Eu e a Mariana não andamos a fazer as honras da casa convenientemente e tu (agora a Susana também desapareceu, mas a culpa é um pouco minha, estou sempre a desafiá-la para coisas diferentes...) manténs a chama acesa - assim, por mais perdidas que andemos, conseguimos sempre encontrar o caminho de volta.
Ter-te aqui é não te perder. A Céu "hedonista até à medula", que mesmo sabendo que "não há nada de novo debaixo do sol" acredita que "uma pura e clara manhã de sol é uma benção" e cujos textos, "mesmo falando de assuntos tristes (...) têm esperança e futuro, são banhados por uma luz primaveril", brindando-nos com "a clareza límpida das palavras, a nitidez do discurso e da argumentação, e acima de tudo, o profundo amor e respeito à língua portuguesa."
O teu texto de ontem entra directamente para a galeria dos meus preferidos de sempre. Tem tudo aquilo que me faz ser leitora: tem pessoas, tem factos, tem opinião fundamentada, tem emoção, tem intelecto. Apela-me às memórias. Valoriza o trabalho de escritores e coloca-os na exacta posição que ocupam nas nossas vidas. E, last but not least (not at all), descobre uma relação entre o trabalho de dois criadores.
Eu vivo para isso. Ando sempre à procura, inconscientemente, de ligações. No trabalho, são os ângulos (como tu costumas dizer) das histórias que conto. Mas fora do trabalho, e muito antes até de saber que viria a profissionalizar esta mania, teço teias mentais constantemente. Isso enriquece-me, se calhar é o meu substituto de religião. O mundo para mim faz um bocadinho mais sentido de cada vez que estabeleço uma ligação.
Como o quadro que escolhi para este post, "Nighthawks" - tenho a certeza de que já escrevi aqui sobre ele. Está mesmo à minha frente, aqui na sala, foi a partir dele que descobri o Edward Hopper, que é um dos meus pintores preferidos, porque cada pintura sua é para mim um despoletador de histórias intermináveis. Foi amor à primeira vista, mas a coisa tornou-se decididamente séria quando descobri que o Tom Waits (outro dos "meus" criadores) se inspirou nesta imagem para compor "Eggs and Sausages", do álbum "Nighthawks at the diner". Aí tive mesmo que trazê-lo (enfim, uma reprodução) para casa.
Obrigada, Céu, por teres acrescentado um pouco mais de sentido ao meu mundo.
Queridas Senhoras, que grande documento nos trouxe a imprensa deste fim-de-semana! Falo da entrevista de Pedro Mexia (PM) a Miguel Esteves Cardoso (MEC), na Revista do Expresso. Ainda não tive oportunidade de ler (é algo que quero saborear com calma, linha a linha) mas basicamente nem precisaria: entra directamente para o pódio das melhores peças publicadas nos últimos anos.
Escusado será dizer que tenho grande admiração pelos dois.
O que me ocorreu, e nunca tinha ocorrido antes, quando soube da entrevista, é que um talvez seja uma espécie de avesso do outro.
Já aqui falei da minha “febre” MEC, que aliás nasceu e frutificou no seio da família, nos anos d’ O Independente e muito para além disso. Durante vários anos, usávamos, em família, uma linguagem “Mequiana”, feita das suas expressões, da sua graça única, da forma certeira de apanhar tiques de linguagem, comportamentos, tipos sociais. Dizíamos “isso é como diz o MEC” a pretexto de mil e uma coisas. Porque, de facto, era como o MEC dizia. Com todos os seus adoráveis exageros e contradições, que nunca mas nunca, obscureciam a clareza límpida das palavras, a nitidez do discurso e da argumentação, e acima de tudo, o profundo amor e respeito à língua portuguesa.
As crónicas do PM vieram mais tarde, aí pelo fim da adolescência, e agarraram-me desde o início, até hoje. Assim como os textos, de tom mais intimista e diarístico, dos blogues Estado Civil e, depois, Lei Seca, o qual mantém actualmente. Encontro em PM idêntica clareza de linguagem e um discurso elegante, limpo, erudito, verdadeiro.
Com as devidas distâncias, comparo os dois. Distâncias porque o MEC é o pai, o mentor, a referência de toda uma geração, com uma legião de admiradores, seguidores, discípulos, embora ainda sem sucessor (Ricardo Araújo Pereira domina totalmente a linguagem, tem a erudição e o estilo mas falta-lhe o lado humano, sentimental, por enquanto é tudo humor e isso não chega).
Comparo não as pessoas, é claro, mas as personas das crónicas, posts e textos.
E a tese é esta: acho que PM é o lado sombrio do MEC.
O MEC é hedonista até à medula. É capaz de escrever uma ode (uma? qual quê?, várias já eu li) ao peixe fresco, às hortaliças fresquinhas da praça e até, somente, ao nabo. De PM nunca li uma linha sobre comida. Não há restaurante ou tasco à beira mar que o faça sair do sério. PM é ascético e austero, sentimental mas distante. O MEC pega-nos pelo braço e vai connosco à praça. O PM acha que nada vale assim tanto entusiasmo.
Mesmo falando de assuntos tristes (como a recente doença da sua mulher), os textos do MEC têm esperança e futuro, são banhados por uma luz primaveril. PM, ainda que fale de momentos felizes, estes são sempre no passado, filtrados por uma luz outonal, que tudo envolve em nostalgia e melancolia.
É curioso que MEC, agora perto dos 60 anos, seja o eterno menino deslumbrado com a felicidade do primeiro banho de mar do ano.
MEC diz que uma pura e clara manhã de sol é uma benção. PM diz que não há nada de novo debaixo do sol.
Para mim os dois estão certos.
Esta escolha musical, sei que seria aprovada por ambos:
Queridas Senhoras, ando a ler o Abraço do José Luís Peixoto (JLP) que é sobre a vida dele e a nossa. Não quero parecer lamechas mas nem vos digo a choraminguice… O livro está organizado em capítulos que são textos soltos, pedaços de histórias, memórias, invenções, desejos. Não são poucos os que me emocionam a ponto de passar vergonhas no comboio.
(Aliás, isto começou quando assisti, completamente por acaso, à apresentação do livro na Fnac de Santa Catarina. Calhou o JLP estar lá no fim-de-semana em que fui ao Porto. Vi o cartaz, entrei e daí a pouco já estava com o lábio a tremer ao ouvi-lo ler, com aquela leve pronúncia alentejana, sobre a vez em que se perdeu da mãe quando era pequenino ou sobre as três Alziras - a mãe, a madrinha e A irmã - ou sobre os nomes da gente das Galveias. Acho que há uma palavra para estas coisas que ele escreve mas não sei se é bonita: pungente.) A família e as relações afectivas são um tema fortíssimo em JLP. A Mãe, o Pai, os filhos, as irmãs, são assunto de muitos dos textos de Abraço. Do texto intitulado “Pai e Filho”, dedico este excerto a todos os pais mas em especial ao meu Pai, aos meus avôs e ao pai dos meus filhos. "De mim, espera amor e espera uma pessoa. Como as pessoas, às vezes, engano-me, não sei respostas, tenho medo, tenho frio, minto, faço coisas feias, desisto, escondo-me e fujo. Eu compreendo que tu irás enganar-te muitas vezes, não saberás respostas, terás medo, terás frio, mentirás, farás coisas feias, desistirás, esconder-te-ás e, quando todos te procurarem, terás fugido. Eu compreendo-te. Segurei-te ao colo, entrei no teu olhar. Foi há menos de uma hora. Passei-te os dedos pelas faces, tentando imaginar a forma como o teu rosto vai crescer. Estas palavras serão o espelho do teu rosto. O teu rosto ficará parado sobre elas. Gostava que soubesses que, hoje, quis tanto ver esse teu rosto que lê. Se puderes, passa agora os dedos pelas tuas faces. Talvez no dia em que leres estas linhas tenhamos deixado crescer entre nós o pudor de nos tocarmos com afecto simples e puro. Pai e filho. Por isso, passa os dedos pelas faces para sentires aquilo que sentiste hoje, duas semanas de vida, pequenino e amado. Ou então, chama-me para junto de ti. Na outra ponta destas palavras, serei outro. Terá passado tempo que, agora, não posso imaginar. (…) Chama-me para junto de ti. Mostra-me estas palavras que escrevi hoje e pede-me para te passar os dedos pelas faces com o mesmo carinho e com a mesma ternura com que hoje toquei os teus contornos de menino. Tenho a certeza que não terei esquecido. Por mais que aconteça entre hoje e esse dia, por mais mortes e terramotos, tenho a certeza que não terei esquecido. E obriga-me a jurar que nunca deixaremos crescer entre nós um pudor que impeça de nos abraçarmos, de nos beijarmos, de passarmos os dedos pelas faces um do outro. Pai e filho. Eu sou o teu pai. Tu és o meu filho.”
Uns apontamentos breves escritos numa mesa desta cidade verde e tropical onde os 10 milhões de habitantes têm sempre um sorriso na cara, um jeito caloroso e uma palavra simpática.
Nesta cidade onde me tratam por "moça" e nao por senhora e as mulheres andam de chapéu de chuva para se proteger do sol e do calor.
Nesta cidade onde até as cores dos "esmaltes" têm sentido de humor, poesia e musicalidade e na hora de arrumar as maos e os pés, a tarefa de escolher entre "Beijo", "Beijo no escuro", "Nunca fui santa", "Samba", "Flash Dance" "Vida", "Poema", "Obsessão", "Inveja Boa", "Armadilha Tropical", "Toque de Ira" ou "Final Feliz" vai mais para além da cor e se vira num momento filosófico:))
Nesta cidade onde a Pizza é uma coisa gostosa, mas só se come de noite … as pizzarias só abrem depois da hora de almoço e a grande noite da pizza em família e com amigos é no Domingo.
Nesta cidade onde se celebra os 30 anos sem Elis Regina com várias homenagens em forma de concertos, livros e exposições... e onde a cor, a música, a cultura e a criativadade vivem connosco em cada esquina.
Nesta cidade onde o ritmo e a energia nos provoca, nos questiona, nos obriga a sair do nosso canto confortável e aconchegado, da nossa rotina, mas que também cansa, e cansa…nesta cidade que nao dorme e onde o som dos helicópteros nao pára, e só me faz lembrar o "Platoon" e outros filmes sobre a guerra do Vietnam.
Nesta cidade que um dia vou chamar de minha e onde os meus filhos vao crescer e chamar de "casa".
Nesta cidade que se chama S. Paulo e como cantou Caetano Veloso,